Feira de Santana como eixo estratégico
Anfitrião do encontro, o vereador Pedro Américo destacou que a escolha de Feira de Santana reforça o papel estratégico do município no cenário político estadual.
“Feira é o segundo maior colégio eleitoral da Bahia e exerce influência regional significativa. O encontro vai além das articulações eleitorais; estamos discutindo políticas públicas, formando setoriais e estruturando um projeto político sólido para o estado”, afirmou.
Segundo o vereador, o partido trabalha na criação de mais de 18 setoriais temáticos para discutir problemas e soluções antes da definição de candidaturas, com foco na formação de gestores e lideranças com capacidade técnica.
Durante o encontro, também foi abordada a possibilidade de filiação do senador Ângelo Coronel ao Partido Cidadania. De acordo com Pedro Américo, o convite foi feito oficialmente e está alinhado à convergência de ideias em torno da pauta municipalista defendida pelo senador.
“O convite foi feito pela afinidade com essa pauta, que trata da descentralização dos recursos e do fortalecimento dos municípios. É um debate que o partido pretende defender não apenas em 2026, mas como um princípio permanente”, destacou.
Isabela Souza destaca fortalecimento interno
A presidenta estadual do Cidadania, Isabela Souza, ressaltou que o encontro representa o fortalecimento interno da legenda após a eleição do novo diretório estadual.
Foto: Reprodução“Reunir lideranças de mais de 70 municípios demonstra a unidade do partido. Feira de Santana foi escolhida por sua importância política e pela liderança exercida pelo vereador Pedro Américo, que desponta como um dos principais nomes do partido para a Assembleia Legislativa”, afirmou.
O Encontro Estadual do Cidadania reforçou a importância de Feira de Santana no contexto político baiano e consolidou a estratégia da sigla de ampliar sua presença nos municípios, com foco no diálogo, na organização partidária e na construção coletiva de propostas.
Entenda o que é municipalização
A municipalização é um modelo de gestão pública que defende a descentralização de recursos, decisões e responsabilidades, fortalecendo o papel dos municípios na execução das políticas públicas. A proposta busca reduzir a concentração de poder financeiro e administrativo nos governos federal e estadual, garantindo maior autonomia às cidades.
Na prática, a municipalização permite que os municípios tenham mais capacidade de investimento, especialmente em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura, evitando interferências políticas e desigualdades na distribuição de recursos. Defensores do modelo argumentam que cidades fortalecidas conseguem oferecer serviços mais eficientes, próximos da realidade da população e com maior controle social.





