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Tempo? O que é isso? É muito comum hoje em dia deixarmos passar despercebidas as coisas que verdadeiramente nos importam. Vivemos como um furacão. Mal se come, mal se dorme, mal se ama e muito pouco se ora. Falo em oração que vem de dentro, desligada de qualquer conceito religioso. À margem do mecanicismo dos modelos empurrados goela abaixo por toda a nossa vida. Certamente surtem efeito, mas falo de conversar ao pé do ouvido, de pegar nas mãos de Deus. Falo de desejar o bem, de fazer o bem. De olhar com carinho para quem está perto do coração. Para isso não precisamos de tempo. Não é necessário desfazer as nossas complicadas agendas cotidianas, nem atrasar os nossos importantes projetos, sonhos... Tudo aquilo que usamos como desculpas quando não nos dispomos, realmente, a fazer alguma coisa. É preciso saber falar sem precisar soltar a voz. Pedir sem precisar estender as mãos e também ficar feliz com o presente que vem para o outro. É preciso pedir com o coração e saber agradecer com a alma. Felicitar ao ‘seu Deus’ pelas coisas da vida, seja ele como for. Se não acreditares em Deus, agradeça à vida. Orar não requer forma nem tempo. Não precisa de receitas pré-estabelecidas. Não exige religião nem está atrelada a classes sociais. Orar é democrático. Requer apenas sentimento. Um sorriso, um abraço... Um aperto de mão. É um simples olhar que se cruza. Um outro olhar relembrado. É viver em harmonia. É desejar um encontro, ou até um desencontro. Saber dizer sim e dizer não. É olhar para si e desejar que o outro seja feliz e que sua felicidade irradie em todas as direções. E aí, percebemos que viver é simples e que, mesmo com todos os entraves do dia a dia, é sempre um bom momento para orar. Cleide Almeida é jornalista do Feira News cleidemaisfm@hotmail.com (75) 9136-2089
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