|
| |
|
O país dos sonhos Sonhei. Acho que sim. Sonhei com o país dos sonhos. Um lugar onde muitos gostariam de viver, mas havia aqueles que não queriam estar lá, muito menos sonhar. Nele, vi gente sentada à beira de uma longa estrada, a espera não se sabe do quê e se recusando a subir em uma carruagem cheia de sonhos. Bradavam em voz triste que gostariam de trocar seus sonhos de viagem por sonhos de amores. Mas ali não era o lugar. A estrada não os deixava. Ali não era o caminho para os sonhos de amores. Talvez lá em cima, nas nuvens, em meio aquele imenso céu azul. Andando por aquele país, vi sonhos que sem ter quem os quisesse, se ofereciam para serem sonhados. Eram pequenininhos, meio mirradinhos, e não tinham a grandeza de coisas impossíveis; eram simples, daqueles que facilmente se realizavam. Talvez por isso não os quisessem. Mas eram tão lindinhos. Tinham cheiro de coisa que se ama na infância e nunca se esquece. Tinham o jeito daquele momento simples que ficou marcado na memória, como beijo roubado, fruta madura, carinho de mãe e um sorriso inesperado. Eram tão reais que nem pareciam sonhos. Olhando para tantos sonhos, não pensei no que gostaria de ter. Eu os observava e buscava adivinhar qual de meus amigos gostaria de tê-los. Queria muito levar um sonho especial para cada um. Talvez dois sonhos de amor, misturados com ternura, companheirismo e apimentado com paixão para os mais próximos. Ou um sonho de amor eterno para aquela amiga romântica incurável? Quem sabe um sonho bem feliz, com casamento e filhinhos lindos no final; igual aos filmes para aquela outra amiga? Será que um sonho de liberdade, para se fazer o que bem quiser seria o melhor? Vi também os sonhos de viagem com roteiros de muita diversão e alegria para aqueles que mereciam vários dias de folga. E mais sombra e água fresca para os estressados. Mas eram aqueles sonhos pequenininhos os que mais me encantavam. Queria levar vários para que meus amigos tivessem um para cada dia. Talvez com pitadas de sonhos diários, que de tão reais nem pareciam sonhos, a vida deles ficasse ainda mais encantadora e leve.
Cleide Almeida é jornalista do Feira News cleidemaisfm@hotmail.com (75) 9136-2089
|