Vampirismo emocional

Um dia desses, ao despertar, imediatamente lancei mão do controle remoto da minha TV e liguei o aparelho. Sintonizado na Rede Globo, logo surgiu a imagem da apresentadora Ana Maria Braga, que à frente do seu "Mais Você", dava início ao programa com mais uma de suas costumeiras mensagens. O tema escolhido era "Vampirismo". Não àquele dos filmes de terror, mas o que rouba a energia das pessoas.

A jornalista fazia referência a um texto que falava sobre as relações amorosas. Segundo ela, normalmente conhecemos alguém e  no dia seguinte, após um telefonema e um convite para um "primeiro encontro", somos enfeitiçadas por gentilezas, charme e um uma conversa que esbanja cultura. É aí então, quando essa pessoa encosta em nosso pescoço que começa a vampirização de que falou. A partir daí, nos dedicamos a uma relação na qual investimos amor, compreensão, amizade e tudo o mais que disso advém. E só mais tarde, quando já tivemos toda nossa energia sugada e não servimos mais aos propósitos do outro, é que nos damos conta que convivíamos com um vampiro.

Curiosa, fui pesquisar sobre o tema na internet. Encontrei uma entrevista com o especialista em fenômenos psíquicos, Roberto Goldkorn. Ele diz que vampirização da relação surge com o excesso de idealização em cima de uma única pessoa, causada pela ausência de solidariedade e que, esse fenômeno agiganta a solidão, quando ela, por fim, ocorre.

Realmente, na maioria das vezes é isso que acontece. Inicialmente eles são encantadores de tal forma, que nos fazem crer termos encontrado a nossa tão sonhada "alma gêmea" e que, finalmente, estamos em uma relação de troca. Mas quando termina é que percebemos o quanto estivemos sós nessa relação. E a dor da ruptura toma maiores proporções com consciência disso.

Quando isso ocorre, pode ter certeza! Demos de cara com um vampiro emocional ou só para simplificar, com um (a) vampiro (a) "amigo (a)". Em geral ele é carente, ciumento ao extremo, manipulador, e monopolizador, ao ponto de, entre outras coisas, fazer de tudo para nos afastar - e na maioria das vezes consegue - de outras possíveis amizades.

Esse é um dos motivos pelo qual devemos ter muito cuidado com quem nos relacionamos. Mesmo que estejamos passando por um estágio da vida, em que segundo os preceitos kardecistas do carma, acreditamos que tivemos um encontro divino de suporte para nossa ascensão espiritual, devemos ponderar sobre essa lei universal que se refere ao magnetismo humano.

Antes de perdermos mais tempo, sofrendo em relacionamentos de dívidas cármicas, de cobranças, de lutas de poder ou de vampirização energética, precisamos ter como foco a busca de  um companheiro ou companheira que antes de qualquer coisa, alimente um relacionamento de sentimentos puros, que promova a troca e aprendizado para ambos.

Cleide Almeida é jornalista do Feira News

cleidemaisfm@hotmail.com

(75) 9136-2089

 

 

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